EM TEMPOS DE ESCOLHAS, IMPORTARÁ A PROCURA DE UM PROPÓSITO COMUM E CONVERGENTE !

 


Depois de 43 anos de militância partidária, agora na qualidade de independente, escolheremos sem constrangimentos de qualquer natureza e de acordo com as nossas opções de sempre; centrista, liberal social e europeísta.

No nosso entendimento de liberalismo, importará conciliar a liberdade com a igualdade de oportunidades. Um liberal social, por definição, encontra-se algures entre o socialismo democrático e a social-democracia e outras correntes do liberalismo.

Dos primeiros, o distanciamento quanto ao desejo de socialização da economia que conduz a um paternalismo ineficaz do Estado e dos segundos, a desregulação e o Estado mínimo.

No entanto acreditamos ser possível através do diálogo, convergir em valores como a liberdade individual, igualdade de condições e oportunidades para todos os cidadãos, justiça social, intervenção do Estado para garantir o Bem Estar Social.

Será sempre possível, estabelecer um propósito comum e políticas públicas que possam garantir direitos sociais básicos, como educação, saúde, previdência e habitação.

Um liberal social que busca conciliar liberdade individual com igualdade de oportunidades e justiça social. Que defende a intervenção do Estado na economia com o objetivo de garantir direitos sociais mas sobretudo que este exerça a regulação do mercado para evitar abusos e sejam asseguradas condições dignas de trabalho.

A defesa de um Estado liberal, é a defesa da liberdade individual, democracia representativa e dos direitos civis. O Estado democrático, deve garantir liberdade de expressão, associação, religião e propriedade a todos os cidadãos.

Para um liberal social, o primado da iniciativa individual e a limitação da influência do Estado nas questões da vida social e cultural dos indivíduos. Total liberdade de expressão política, educacional e religiosa.  

Um liberal social, que defende uma distribuição justa de riqueza e poder. Através da receita fiscal, o Estado deve assegurar meios e recursos para educação, saúde, justiça e segurança. É ainda função do Estado intervir na economia para evitar monopólios e oligopólios públicos e privados que distorcem a concorrência perfeita.

Um liberal social que busca desconstruir sistemas fechados, filosofias e ideologias dogmáticas de pensamento, abrindo-se a influências humanistas à esquerda e à direita, para construir uma sociedade tornada associação cooperativa que busca o bem comum.  

Um liberal social que valoriza a dimensão social da vida humana em que a afirmação da individualidade se dá num contexto social, não constrangida pela sociedade e o Estado.

Um liberal social que acredita numa economia de mercado cujo sucesso dependa dos valores daqueles que a integram.  

Um liberal social que preconiza um frutífero diálogo entre o socialismo democrático ou social – democracia e outras correntes do liberalismo, que permita o reconhecimento dos direitos sociais exigida pela tradição dos primeiros e o exercício dos direitos à liberdade da tradição dos segundos. Liberdade e igualdade não são valores incompatíveis.

Um liberal social que se assume contra a desertificação dos valores, a intolerância, o fanatismo e a ignorância.

Um liberal social centrista, avesso a extremos.

Um liberal social crente em Deus, criador do universo, que defende um Estado laico e a tolerância.

Um liberal social, republicanamente monárquico, ligado à tradição e ideia de reino, que partilha a exigência constitucional da ´´ forma republicana de governo´´ e a ideia de polis. 

Um liberal social, europeísta, que defende os valores e o compromisso da União Europeia com uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitadora dos direitos humanos.

Em tempos de escolhas, mais do que a escolha livre e individual de cada um no próximo dia 10 de Março, importará no dia seguinte, a procura de um propósito nacional comum e de convergências programáticas que assegurem governabilidade.

Entre 1999 e 2011 a dívida pública expandiu de 54 para 114%. Políticas económicas expansionistas e projetos públicos improdutivos, escasso crescimento da produtividade das empresas. Má governação, subsidiodependência e alegada corrupção.

Vivemos tempos difíceis para a Humanidade. A economia portuguesa quase estagnou nos últimos 25 anos. Portugal tem problemas graves, novos e antigos, que precisa resolver.

Estamos em 2024. Dispensam-se aventuras. A governabilidade de Portugal não pode voltar a estar dependente e refém da esquerda radical, do estatismo e da pesada carga fiscal que o alimenta.

Há tempos para as escolhas de propostas e terá de haver tempos para o diálogo, entendimentos e compromissos entre diferentes visões da liberdade política, económica e social para almejarmos maior competitividade, crescimento económico e uma justa repartição da riqueza criada. 

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