ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026 E O VOTO COM A RAZÃO NO PRÓXIMO DIA 8 DE FEVEREIRO
Republicanamente monárquicos, as eleições presidenciais são as que menos nos entusiasmam.
Ligados à tradição monárquica , partilhamos da exigência constitucional da "forma republicana de governo".
Numa declaração de princípios; não somos republicanos, socialistas e laicos.
Liberais sociais, encontramos convergência com "socialistas democráticos", "sociais - democratas" e "cristãos - sociais", nas ações voltadas para o social, para as pessoas e o ambiente.
Liberais sociais buscamos desconstruir sistemas fechados, filosofias e ideologias dogmáticas de pensamento, abertos a influências humanistas à esquerda e à direita.
Detestamos carimbos. As nossas escolhas não se regem por complexos de esquerda ou fantasmas de direita.
Nas eleições presidenciais realizadas até aqui, como em
todos os diferentes atos eleitorais, exercemos o nosso direito de voto; votando
nulo ou optando por um dos candidatos.
Em 2 delas participámos ativamente; em 1980 enquanto membros da Comissão Política de Juventude da candidatura do General Soares Carneiro e em 1986 apoiando Mário Soares.
Uma curiosidade. Nessa eleição integrados
no MASP I, compúnhamos o grupo de jovens “rebeldes” da Juventude
Centrista liderado por Adelino Nogueira Vaz, que lançou o celebrizado slogan “Soares
É Fixe”.
Em outras duas ocasiões, subscrevemos candidaturas; Maria de Lurdes Belém em 2016 e Almirante Gouveia e Melo em 2026.
Nas restantes eleições participámos, votando nulo ou num dos candidatos que se apresentaram a sufrágio.
A par das autárquicas, eleições que maior satisfação e
interesse nos suscitam, as presidenciais
são eleições pessoais. Escolhemos um
perfil, o sentido de estado, a postura, a substância e o estilo pessoal do
candidato a Presidente da República, como o fazemos para a presidência da Câmara Municipal ou da Junta de Freguesia.
Importa-nos o percurso pessoal e político dos candidatos em
defesa dos valores democráticos e humanistas, garantes dos direitos, liberdades
e garantias dos cidadãos.
Pela segunda vez em democracia, seremos chamados a optar
numa segunda volta, entre dois candidatos à Presidência da República.
O artificialismo dos “frentismos”
de esquerda ou de direita, não nos move.
Para exercer o mais alto cargo do Estado, apreciamos a
moderação e a previsibilidade.
Apreciamos o candidato a Presidente da República que dê maiores garantias
de ser suprapartidário no exercício do cargo, focado no interesse nacional e na
estabilidade institucional.
Apreciamos o candidato a Presidente da República, com um menor risco de
estar sujeito a agendas partidárias.
Apreciamos o candidato a Presidente da República, preocupado com os
problemas do País e que possa conseguir mobilizar diferentes vontades, para que
sejam tomadas decisões estratégicas no sentido da sua resolução.
Apreciamos o candidato a Presidente da República que entendendo as suas
funções e competências definidas na Constituição, possa contribuir para a
coesão da sociedade e a elevação do debate político.
No próximo dia 8 de Fevereiro, iremos optar por um dos dois candidatos a Presidente da República, que passaram à segunda volta. Costuma dizer-se que “numa primeira volta, escolhemos com o coração. Numa segunda volta, escolhemos com a razão”.
No próximo dia 8 de Fevereiro, votaremos António José Seguro.

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