POR UMA CULTURA REFORMISTA, POR MAIS CRESCIMENTO E MAIOR COMPETITIVIDADE !

 


Acabamos de celebrar o Abril da Liberdade. Nos 49 anos de democracia a larga maioria das decisões foram tomadas sem ter em conta uma estratégia nacional de desenvolvimento. Apesar dos muitos progressos, Portugal não está a convergir economicamente com a Europa e quase 20% da sua população vive em situação de pobreza. 

Desde o inicio do século, o nosso interior rural é aquele com maior declínio populacional da Europa Ocidental e o Estado continua a resistir à descentralização. Em 2022 tivemos a maior carga fiscal de sempre, 36,4 % do Produto Interno Bruto.

Um País em que o excessivo peso do Estado e dos impostos tem impedido um maior dinamismo da sociedade, a melhoria das condições de vida, a redução das desigualdades e injustiças sociais. A Democracia não pode resumir-se a liberdades e direitos políticos, a integração europeia não pode ser a fonte única de prosperidade. 

Com governações mais à esquerda ou mais à direita, foi possível obter melhores resultados sempre que as escolhas ministeriais se basearam em critérios de competência. Competência como a incompetência, transversal ao espectro político. 

Não se defende a subordinação do poder político à tecnocracia mas importa que a decisão política seja suportada no aconselhamento técnico de especialistas e sustentada em racionalidade, pragmatismo, compromissos e equilíbrio. Dignidade, decência, competência e sentido de Estado deveriam ser os principais critérios na seleção de ministeriáveis. 

A Democracia assenta na liberdade, diversidade e no respeito pela vontade maioritária dos cidadãos expressa em eleições livres. A cooperação entre instituições políticas e sociedade civil, a tentativa de harmonia social, a promoção de políticas sociais, o respeito pelas divergências, são condições basilares do regime democrático. 

O afastamento dos cidadãos da vida política e a perda de confiança nas instituições políticas, têm beneficiado ideologias que exploram emoções e cultivam a indignação. Os radicalismos nacionalistas e religiosos, o puritanismo do esquerdismo ´´woke´´ e a boçalidade de algumas lideranças à direita em países democráticos, emergem. À tentação totalitária dos extremismos é preciso responder com mais cidadania. 

Em Portugal, na primeira década do século uma milícia ascendeu à liderança do partido que governou o País em metade do período democrático. 

Um grupo organizado com tendência para a falsidade que se move em função da manutenção do poder e que se auto -justifica ideologicamente por um discurso afim da esquerda radical, tem-se mantido como um factor de vulnerabilidade das políticas governamentais e das instituições democráticas. 

É este caldo de indignação e suspeição que vai alimentado os extremismos. Não preconizam melhorar o funcionamento das instituições, nem políticas reformistas que libertem a sociedade da asfixia do Estado. Importa apenas explorar o descontentamento e alimentar o ódio a quem é ou pensa diferente. 

A solução não passa pela eliminação das liberdades individuais e a subversão do Estado de Direito consagradas em Abril. A defesa da democracia liberal será o combate cultural do futuro. 

Obs: capa do Jornal ´´República´´ em homenagem a Raul Rego, combatente pela liberdade antes e depois do 25 de Abril. 


Comentários

Mensagens populares deste blogue

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026 E O VOTO COM A RAZÃO NO PRÓXIMO DIA 8 DE FEVEREIRO

SANTA MARIA MAIOR || A IDENTIDADE DIFERENCIADORA DO CHIADO || PLACEBRANDING TERRITORIAL

SEGURANÇA EM SANTA MARIA MAIOR || POR UMA ESTRATÉGIA INTEGRADA DE SEGURANÇA || É PRECISO AGIR