ABRIL EM PORTUGAL; A CELEBRAÇÃO DO 49º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL E OUTRAS EFEMÉRIDES !
Celebramos o 25 de Abril.
Particularmente nos tempos que se lhe seguiram, comunistas e a extrema-esquerda procuraram apropriar -se desta comemoração.
Mas celebrar o 25 de Abril de 1974 é homenagear a Liberdade, a madrugada pela qual a larga maioria dos portugueses ansiou. Assinalamos a data que tornou possível o regime democrático, as eleições livres, a liberdade económica e não as nacionalizações, a tolerância e moderação e não o extremismo, a liberdade de expressão e não os saneamentos de inspiração ideológica, a liberdade sindical e não a unicidade, a igualdade de oportunidades e não o igualitarismo, o reconhecimento diplomático internacional e a integração na Europa, a cooperação com os Países de Língua Oficial Portuguesa, a reafirmação dos valores ocidentais e dos nossos compromissos com a NATO.
As promessas de
Abril continuam por realizar e haverá sempre um caminho a percorrer para fazer
cumprir Portugal e a nossa democracia. Celebremos o Abril da Liberdade e permaneçamos
atentos em defesa da Democracia porque nunca a poderemos dar como adquirida.
Na noite de 17 de Abril, assinalámos o YOM HASHOAH, o dia da lembrança do
Holocausto. Recordámos os 6 milhões de judeus e milhões de outros, brutalmente
assassinados e as atrocidades cometidas pelos nazis. Ao relembrar este período
da História contemporânea procuramos preservar na memória das futuras gerações,
o genocídio de milhões de judeus mas também de adversários políticos.
Há 50 anos no exílio, a 19 de Abril, foi formalizada a fundação do PS inserido na matriz social-democrata e do socialismo democrático. No Portugal democrático pós 25 de Abril, o PS foi 9 vezes a força política mais votada e foi governo em metade desse período. Governou em maioria relativa, em coligação com o PPD, em coligação com o CDS e mais recentemente com o apoio parlamentar dos comunistas e da extrema-esquerda.
Sob a liderança de
Mário Soares liderou a resistência ao totalitarismo no pós 25 de Abril e a
consolidação da democracia, que permitiu a viabilização da entrada de Portugal
na Comunidade Económica Europeia em 1986. Não sou republicano, nem socialista,
nem laico. É ao aniversário de um partido fundador e estruturante do regime
democrático, que nos associamos.

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